Coronavirús:Ministério da Saúde lembra que diagnóstico precoce pode evitar óbitos por Covid-19

Coronavirús:Ministério da Saúde lembra que diagnóstico precoce pode evitar óbitos por Covid-19

Durante coletiva de imprensa, o secretário de Vigilância em Saúde da pasta orienta a procurar postos de saúde quando os primeiros sintomas gripais surgirem. Ele também destacou que o Programa Nacional de Imunização (PNI) avalia estratégia de vacinação para quando o país tiver acesso ao imunibiológico

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, destacou, durante coletiva de imprensa desta quarta-feira (12/8), a necessidade de manter medidas não farmacológicas para conter a transmissão. Ele também reforçou que o diagnóstico e o tratamento precoce são importantes para evitar o agravamento de casos e até mortes. “É preciso reforçar a necessidade do uso de máscaras, de manter etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Além disso, no aparecimento de qualquer sintoma, a orientação do Ministério da Saúde é procurar um posto de saúde para que o médico possa avaliar e fazer um diagnóstico precoce”, destacou.

De acordo com o secretário, tais medidas são importantes, especialmente entre os meses de junho, julho e agosto, em que parte do país vive os dias mais frios do ano. “O Brasil é um país bastante heterogêneo, onde a doença se comporta de diferentes formas, de acordo com a sazonalidade de incidência de síndromes gripais”, disse. Ele lembrou ainda que o diagnóstico e o tratamento precoces são as principais medidas para reduzir casos graves e óbitos.

O Ministério da Saúde vem realizando ações para ampliar o diagnóstico da Covid-19, com protocolos para diagnóstico clínico, radiológico, além da ampliação da capacidade laboratorial. Com isso, mais pessoas são diagnosticadas precocemente e atendidas. “ O diagnóstico precoce favorece a adoção de medidas de isolamento de casos e o monitoramento de contatos, que contribui com a redução de novas infecções”, esclareceu o secretário Arnaldo Medeiros

VACINAS

O Ministério da Saúde segue em busca das estratégias mais eficazes de combate à Covid-19. O caminho mais promissor, nesse sentido, é a incorporação de tecnologia para produção de vacina capaz de imunizar a população. Atualmente, o governo brasileiro acompanha mais de 200 pesquisas para o desenvolvimento de vacinas e o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), estuda estratégia de vacinação assim que o país tiver acesso à vacina com eficácia comprovada.

“O Brasil tem o mais forte programa de imunização do mundo. Um país continental que tem uma expertise de décadas para fazer com que essas vacinas cheguem na ponta. Temos hoje 37 mil postos de vacinação e a capilaridade do nosso Programa de Imunização é muito grande. Quando tivermos a vacina, queremos dar segurança de que ela chegará à população”, garantiu o secretário em Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros.

Na última quinta-feira (6/8), o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou Medida Provisória (MP) 994/20 que viabiliza recursos para a produção e aquisição da vacina contra a Covid-19, produzida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. A proposta prevê um crédito orçamentário extraordinário de R$ 1,9 bilhão para que a Fiocruz possa dar início à produção do imunobiológico.  Além disso, o Ministério da Saúde abriu um chamamento público para a aquisição de 110 milhões de seringas e agulhas, de modo a garantir os insumos necessários para vacinação.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, o Ministério da Saúde tem interesse em adquirir qualquer vacina com comprovada eficácia e imunogenecidade para garantir o que há de melhor para a população brasileira. “Estamos avaliando a segurança dessas vacinas, estamos fazendo prospecção para descobrir quais são as melhores opções. Para tomar essa decisão, estamos levando em consideração alguns fatores importantes como os resultados de pesquisa, capacidade de entrega, custo da vacina e possibilidade de transferência tecnológica”, explicou.

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